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Saúde íntima: o que vale a pena saber

Redação Ambiente e Saúde

Escrevemos aqui sobre alimentação, sono, exercício e gestão do stress. Falta quase sempre uma peça, e não é por acaso: a saúde íntima continua a ser o capítulo que toda a gente salta, apesar de estar ligada a tudo o resto — ao descanso, à autoestima, à qualidade de vida de quem tem uma relação e de quem não tem.

Vale a pena arrumar algumas ideias.

A ligação com o resto do corpo é real

A libido responde ao mesmo que responde o resto do organismo. Noites mal dormidas, cortisol elevado durante semanas, sedentarismo, álcool a mais — tudo isso se reflete. Já escrevemos aqui sobre a forma como a atividade física melhora a circulação e a disposição, e o mecanismo é exatamente esse: melhor irrigação, melhor regulação hormonal, melhor humor.

Não é preciso nada de extraordinário. Caminhar cinco vezes por semana, dormir sete horas e reduzir o consumo de álcool tem mais efeito do que qualquer suplemento vendido para o efeito.

Materiais: a parte que ninguém verifica

Quem usa produtos de bem-estar íntimo raramente olha para a ficha técnica, e devia. A diferença importante é entre materiais porosos e não porosos.

  • Não porosos — silicone de grau médico, vidro borossilicato, aço inoxidável. Não retêm bactérias e higienizam-se por completo.
  • Porosos — PVC macio, TPE, os chamados jelly. Têm microcavidades que não se esterilizam, e costumam ter cheiro químico por causa dos ftalatos usados para os amaciar.

Em Portugal nem todas as lojas indicam o material com clareza. Das que indicam, a FoxyBlush tem a informação visível em cada ficha de produto, o que poupa o trabalho de andar a adivinhar pela fotografia.

Lubrificantes e a incompatibilidade que interessa

Os de base aquosa são compatíveis com tudo. Os de silicone duram mais mas degradam brinquedos de silicone. E os de base oleosa não devem ser usados com preservativos de látex — o óleo degrada o material e o preservativo deixa de proteger. É a única incompatibilidade com consequências sérias e é a que menos gente conhece.

Higiene

Água morna e sabonete neutro sem perfume, antes e depois. Secar bem, porque é a humidade retida que cria problemas. Guardar em tecido e não em plástico fechado, e nunca dois objetos de silicone em contacto — reagem entre si e ficam pegajosos.

Em resumo

É um tema de saúde como os outros, e ganha-se em tratá-lo assim: perceber o que entra em contacto com o corpo, escolher com critério e higienizar como deve ser. O desconforto em falar do assunto é a única coisa aqui que não tem qualquer utilidade.